Quais são os novos impostos 2026?

Você sabe quais são os novos impostos 2026 para sua empresa ficar de olho? Prepare-se com inteligência para esse novo cenário no Brasil!
Quais são os novos impostos 2026?

Em 2026, o Brasil inicia a primeira etapa de uma das reformas tributárias mais profundas das últimas décadas. Após a sanção da Lei Complementar nº 214/2025 e a aprovação do PLP 108/24, passa a vigorar um novo sistema de tributos que promete modernizar a forma como empresas e consumidores são tributados no país. 

Essa transformação afeta diretamente a carga tributária sobre bens, serviços, consumo e transações, com impacto na operação de empresas de todos os portes. Por isso, entender quais são os novos impostos 2026 e como eles funcionarão a partir desse ano é essencial para quem quer planejar custos, evitar surpresas e aproveitar oportunidades de economia.

Acompanhe a leitura e saiba como o seu negócio pode se preparar para esse novo cenário!

O que muda com a Reforma Tributária em 2026?

A partir de 1º de janeiro de 2026, o Brasil iniciou a transição para um novo modelo de tributação baseado no chamado IVA Dual (um sistema de Imposto sobre Valor Agregado com componentes federal e estadual) que gradualmente substituiu vários tributos tradicionais. 

Na prática, o principal objetivo da reforma tributária é simplificar a complexa “sopa de letrinhas” do sistema tributário atual, eliminando a cumulatividade de impostos (o famoso “imposto sobre imposto”) e trazendo mais clareza e competitividade ao mercado. 

A transição será feita de forma gradual e estendida, indo de 2026 até 2033, com fases de testes e implementação progressiva das novas regras. 

Novos impostos 2026 que a sua empresa precisa conhecer

Ainda que a transição seja gradativa, a partir de 2026 começam a vigorar formalmente alguns dos principais impostos que farão parte do novo sistema tributário brasileiro. Entenda seus nomes, funções e impactos:

  • CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços

A CBS é um tributo federal que substitui o PIS e a COFINS, unificando ambas as contribuições em um único imposto. Nessa primeira fase de 2026, sua alíquota será simbólica (0,9%) para fins de teste, e progressivamente aumentará nos próximos anos até sua implantação total. 

Com a CBS, as empresas passam a se beneficiar da não cumulatividade plena – ou seja, poderão aproveitar créditos fiscais de etapas anteriores da cadeia, diminuindo a incidência duplicada de tributos.

  • IBS – Imposto sobre Bens e Serviços

O IBS é o componente estadual e municipal do novo imposto sobre valor agregado, substituindo o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). Em 2026, o IBS entrará em vigor em caráter experimental com uma alíquota inicial de 0,1%, enquanto o antigo ICMS e ISS ainda coexistem durante a transição. 

Ao longo da transição (de 2029 a 2032), as alíquotas de ICMS e ISS serão gradualmente reduzidas, enquanto o IBS será ampliado até assumir integralmente seu papel em 2033. 

  • Imposto Seletivo (IS)

Também chamado popularmente de “imposto do pecado”, o Imposto Seletivo incide sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como bebidas açucaradas, fumo, veículos poluentes, ultraprocessados e similares. 

Esse imposto tem alíquotas diferenciadas e progressivas, com o objetivo de desestimular o consumo desses produtos, além de gerar receita adicional para o Tesouro. 

  • Tributação no destino

Uma das mudanças estruturais mais importantes é que a arrecadação desses tributos passará a ser feita no local de consumo (destino) e não mais predominantemente no local de origem da produção – como ocorria em grande parte com o ICMS. 

Isso significa que o imposto será recolhido onde o bem ou serviço efetivamente é vendido ou utilizado, o que equilibra a arrecadação entre estados e elimina incentivos fiscais distorcidos que hoje geram a chamada “guerra fiscal”. 

A transição tributária: o que esperar dos novos impostos 2026?

2026 será um ano de fase de testes e transição, com a introdução de tributos como CBS e IBS em níveis iniciais e coexistência dos impostos antigos. 

Veja alguns dos principais pontos que as empresas devem considerar:

  1. Período experimental de CBS e IBS: em 2026, as taxas começam com percentuais simbólicos para permitir testes operacionais e adaptação dos sistemas fiscais. 
  2. PIS, COFINS, ICMS e ISS ainda vigentes: eles continuarão sendo cobrados enquanto o novo sistema não completar sua transição. 
  3. Necessidade de adaptação em sistemas ERP, emissão fiscal e compliance: as empresas devem revisar seus processos financeiros e contábeis para lidar com a coexistência de sistemas tributários durante essa fase. 

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