Como funciona a tributação marketplace?

Saiba como funciona a tributação marketplace atualmente e entenda como o seu negócio pode se preparar para o novo cenário tributário!
Como funciona a tributação marketplace?

O modelo de comércio eletrônico representado pelos marketplaces cresceu de forma acelerada no Brasil e no mundo. Essas plataformas permitem que diferentes vendedores ofereçam seus produtos em um mesmo ambiente digital, simplificando a experiência de compra para o consumidor e criando oportunidades de mercado para diversos segmentos.

Entretanto, com esse crescimento também surgem desafios – e um dos principais é a tributação. Saber como funciona a tributação marketplace é fundamental tanto para os proprietários das plataformas quanto para os sellers que vendem por meio delas, pois impactam custos, formação de preços, competitividade e até planejamento.

Como funciona a tributação marketplace no Brasil?

Antes de mais nada, é importante entender que a tributação marketplaces não é uniforme: ela depende da natureza da operação e da função que cada participante exerce na cadeia de venda – ou seja, o marketplace e o vendedor têm obrigações fiscais distintas.

Marketplace x seller: quem paga o quê?

Na maioria das vezes, o vendedor (seller) é responsável pela emissão da nota fiscal da venda e pelo recolhimento dos tributos relativos à comercialização do produto, como ICMS, PIS e COFINS, conforme o regime tributário em que está enquadrado.

O marketplace, por sua vez, muitas vezes é considerado um prestador de serviços de intermediação e, como tal, pode ter obrigações fiscais próprias – como pagamento do ISS (Imposto Sobre Serviços) sobre a comissão que recebe pelos negócios intermediados.

Por exemplo, se uma plataforma cobra uma comissão de 15% sobre uma venda, essa comissão é, em muitos casos, tributada como serviço e sujeita ao ISS no município onde o marketplace está estabelecido.

Além disso, o marketplace pode ter que recolher outros tributos sobre sua própria receita, como:

  • IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica)
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)
  • PIS/COFINS sobre a receita de comissão
  • Contribuições trabalhistas, se houver empregados na plataforma

Já o vendedor continua responsável pelo ICMS e outros tributos incidentes sobre a mercadoria vendida – já que ele é, na prática, o responsável pela operação de venda e entrega do produto.

ICMS, ISS e outros tributos

Na prática, os principais impostos que podem incidir em operações de marketplace são:

  1. ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): aplicado sobre a venda de mercadorias e cobrado pelo estado de destino da mercadoria.
  2. ISS (Imposto Sobre Serviços): cobrado sobre serviços prestados pelo marketplace – em especial, a intermediação e administração da plataforma.
  3. PIS/COFINS: contribuições federais aplicáveis tanto ao marketplace quanto ao vendedor, dependendo do regime tributário.
  4. IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): quando aplicável, dependendo da mercadoria vendida.

Esse conjunto de tributos pode variar conforme o tipo de produto, local de operação e regime tributário adotado pelo vendedor, o que torna o sistema complexo e muitas vezes desafiador para quem não tem uma contabilidade especializada.

O que muda com a reforma tributária para marketplace?

Não é segredo para ninguém que o sistema tributário brasileiro é historicamente complexo – com múltiplos impostos federais, estaduais e municipais que muitas vezes se sobrepõem. A Reforma Tributária, com implementação prevista entre 2026 e 2033, promete mudanças profundas nesse cenário, inclusive para operações de marketplace.

A primeira delas é a substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por novos tributos unificados:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): imposto federal que unifica PIS, Cofins e IPI.
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): imposto de competência estadual/municipal que vai substituir ICMS e ISS.

Essas mudanças visam simplificar a tributação, permitir maior neutralidade e reduzir a cumulatividade de impostos.

Uma das principais mudanças para marketplaces é o split payment – um modelo no qual a plataforma passa a ser responsável pelo recolhimento dos tributos diretamente na liquidação financeira da venda, ou seja, os impostos são retidos e repassados aos fiscos em tempo real.

Ou seja, as plataformas de marketplace podem passar a atuar como responsáveis pela retenção e recolhimento de CBS e IBS no momento da venda, independentemente de o vendedor ser optante pelo Simples Nacional ou outro regime.

A outra mudança da Reforma Tributária para ficar de olhar é a definição do local de tributação. Com o novo sistema, o local de tributação (especialmente para o IBS) será considerado o local de entrega do bem ou serviço, ou seja, onde o consumidor final recebe a mercadoria.

Isso impacta diretamente o cálculo de impostos interestaduais e pode alterar a forma como empresas de marketplace estruturam seus centros de distribuição e logística.

Qual o fulfillment da TPL | Platinum Log na tributação marketplace?

A logística e a tributação estão diretamente conectadas no e-commerce e nos marketplaces. Uma boa operação logística não só melhora a experiência do cliente, como também pode ajudar a reduzir custos tributários e operacionais quando integrada com estratégias fiscais e de distribuição.

Nesse contexto, o fulfillment da TPL | Platinum Log se apresenta como uma solução estratégica para marketplaces e sellers que buscam:

  • Organização fiscal e tributária por localização de estoque: ao operar com centros de distribuição estrategicamente posicionados, ajudamos a diminuir a complexidade de regimes tributários interestaduais, especialmente considerando o novo modelo de IBS com tributação no destino. 
  • Visibilidade integrada da operação: uma operação de fulfillment unificada ajuda a garantir que vendas, estoques, notas fiscais e movimentação de mercadorias sejam registrados e rastreados com precisão, o que simplifica o cálculo de tributos e a emissão de documentos fiscais.
  • Processos automatizados que reduzem erros: erros de emissão fiscal, de cálculo tributário ou de documentação podem gerar custos adicionais e multas. Com tecnologia integrada de gestão de pedidos e estoque, a TPL minimiza essas falhas e reduz o risco de passivos fiscais.
  • Eficiência operacional que impacta positivamente a tributação: a redução de prazos de entrega, o melhor planejamento de distribuição e a estratégia de fulfillment podem reduzir custos diretos e indiretos, permitindo melhores margens mesmo diante de mudanças tributárias.

Portanto, vemos como o fulfillment da TPL | Platinum Log pode fazer toda a diferença, oferecendo mais organização, controle fiscal e eficiência operacional, além de ajudar marketplaces e sellers a responder rapidamente às mudanças tributárias e manter seus custos sob controle.

Ficou interessado e quer saber mais? Entre em contato!

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