UEPS: o que é, como funciona e quando usar esse método no estoque?

Entenda o que é UEPS, como funciona esse método de avaliação de estoque e veja as diferenças entre UEPS, PEPS e custo médio.
UEPS: o que é, como funciona e quando usar esse método no estoque?

Você sabe realmente quanto custa manter um estoque eficiente?

Muitas empresas acreditam que a gestão de estoque se resume a controlar entradas e saídas de produtos. No entanto, existe um aspecto que influencia diretamente a precificação, a rentabilidade e até mesmo as decisões estratégicas do negócio: a forma como os custos dos produtos armazenados são calculados.

É nesse contexto que surgem métodos como UEPS, PEPS e custo médio. Embora sejam conceitos bastante conhecidos na gestão de estoques, muitos gestores ainda possuem dúvidas sobre suas diferenças, aplicações e impactos na operação.

Escolher o método adequado não é apenas uma decisão contábil. Trata-se de uma escolha que afeta indicadores financeiros, análises de rentabilidade e o próprio planejamento logístico da empresa.

Quer entender melhor sobre esses métodos de estoque na prática? Então, confira a leitura a seguir!

O que é UEPS?

UEPS é a sigla para "Último a Entrar, Primeiro a Sair".

Em inglês, o método é conhecido como LIFO (Last In, First Out).

A lógica é simples: os últimos produtos adquiridos ou produzidos são considerados os primeiros a serem utilizados para fins de cálculo de custo das vendas.

É importante destacar que estamos falando de um critério de avaliação de estoque e não necessariamente de movimentação física dos produtos.

Na prática, isso significa que o estoque pode permanecer organizado de uma determinada forma no armazém, enquanto os custos são calculados seguindo a metodologia UEPS.

Imagine uma empresa que realizou três compras de um mesmo item:

Lote 1: 100 unidades a R$ 10

Lote 2: 100 unidades a R$ 12

Lote 3: 100 unidades a R$ 15

Se essa empresa vender 100 unidades utilizando o método UEPS, o custo considerado para a venda será de R$ 15 por unidade, pois corresponde ao lote mais recente.

Esse modelo faz com que os produtos mais novos sejam utilizados como referência para o cálculo do custo das mercadorias vendidas.

Como o UEPS impacta os resultados financeiros?

O principal impacto do método está relacionado ao cenário econômico.

Em períodos de inflação ou aumento constante dos custos de aquisição, os produtos mais recentes normalmente possuem valores mais elevados.

Como o UEPS utiliza esses custos mais altos para compor o custo das vendas, a margem contábil tende a ser menor.

Consequentemente, o lucro apurado também pode parecer menor quando comparado a outros métodos.

Por outro lado, o estoque remanescente tende a apresentar valores mais antigos, que podem não refletir o custo real de reposição dos produtos.

Essa característica faz com que o método seja bastante utilizado em análises gerenciais, embora possua restrições em determinadas normas contábeis e fiscais.

Além disso, as empresas que trabalham com grande variação de custos podem utilizar o UEPS como ferramenta para obter uma visão mais próxima dos custos atuais envolvidos na operação logística.

UEPS, PEPS ou custo médio: qual método de estoque escolher?

Entender o UEPS isoladamente é importante, mas seu verdadeiro valor aparece quando comparado aos demais métodos de avaliação de estoque.

Cada modelo possui características específicas e pode gerar resultados diferentes para uma mesma operação. Por isso, a escolha deve considerar não apenas critérios financeiros, mas também a realidade operacional da empresa.

O PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair), conhecido internacionalmente como FIFO, segue uma lógica oposta ao UEPS. Nesse método, os produtos mais antigos são considerados os primeiros a sair, fazendo com que os custos mais antigos sejam utilizados no cálculo das vendas.

Em cenários de aumento de preços, o PEPS costuma apresentar um lucro contábil maior, já que utiliza custos historicamente menores. Além disso, o valor do estoque tende a ficar mais próximo dos preços atuais de mercado.

Já o custo médio adota uma abordagem diferente. Nesse modelo, todas as entradas são utilizadas para calcular um valor médio ponderado dos produtos armazenados. Cada movimentação atualiza o custo médio do estoque, criando uma visão mais equilibrada e menos sensível às oscilações de preço.

Qual método de estoque faz mais sentido para cada operação?

A escolha depende diretamente dos objetivos da empresa e das características dos produtos armazenados.

O PEPS costuma ser mais aderente a operações que trabalham com alimentos perecíveis, itens com validade ou mercadorias sujeitas à obsolescência. Isso porque a lógica operacional normalmente acompanha a lógica contábil, reduzindo perdas e desperdícios.

O custo médio, por sua vez, é amplamente utilizado por empresas que buscam simplicidade operacional e maior estabilidade nos indicadores financeiros. Já o UEPS pode ser interessante para análises gerenciais que buscam refletir custos mais próximos da realidade atual do mercado.

De forma resumida:

  1. No PEPS, a sua empresa prioriza os itens mais antigos, tem estoque valorizado com custos mais recentes e esse método é muito utilizado em operações de varejo e distribuição.
  2. Já no Custo Médio, você calcula uma média ponderada dos custos, simplifica a gestão financeira e reduz oscilações causadas por variações de preço.
  3. Por fim, no UEPS, o seu negócio utiliza os custos mais recentes, aproxima o custo das vendas dos preços atuais e pode ser útil para análises gerenciais e estratégicas.

Independentemente do método adotado, o mais importante é garantir consistência e controle sobre os dados utilizados.

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